quinta-feira, 4 de novembro de 2010
PELO FIM DA PUBLICIDADE DIRIGIDA ÀS CRIANÇAS
A lentidão brasileira ao regular a publicidade de produtos e serviços destinados a crianças e adolescentes anda na contramão do cuidado que se espera do poder público em situações nas quais os interesses comerciais do mercado podem interferir no desenvolvimento da cidadania. E só atende aos interesses dos anunciantes.
A publicidade cria e amplia o desejo pelo consumo, é sabido. Com adolescentes (seres em processo de formação identitária), e crianças (que não têm ainda todas as ferramentas intelectuais que lhes permitiriam construir o real), a publicidade tem chances enormes de convencer sobre a “necessidade” ou sobre a “vontade” de um objeto e incentivar o consumismo.
As crianças precisam de tantos brinquedos que vêem anunciados e passam a querer? Como os pais devem lidar com o fato de não poderem dar todos os brinquedos? O que é necessário?
No caso dos adolescentes, a publicidade age sobre seu processo de formação da identidade, como se ter a marca tal, ou a roupa da grife da moda pudesse fazê-los mais ou melhores. Pior ainda quando impõe padrões estéticos inalcançáveis ou absolutamente dispensáveis para o desenvolvimento saudável do ser humano. Teria o número crescente de transtornos alimentares que vemos no Brasil alguma ligação com essas imagens? De que forma o padrão estético dialoga com a saúde?
A publicidade mostra sua face mais cruel quando se pensa nas crianças e adolescentes que não podem ter, efetivamente, acesso às mercadorias anunciadas.
A publicidade diz às crianças e adolescentes que elas precisam consumir para se impor socialmente.
Os danos causados ao desenvolvimento infantil são aguçados para meninos e meninas em situação permanente de vulnerabilidade, pela privação de acesso aos objetos desejados.
Proibir a publicidade para crianças e adolescentes no Brasil é proteger meninos e meninas hoje completamente expostos aos efeitos danosos da publicidade. Bélgica, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Suécia, Inglaterra, entre outros, regulam a publicidade voltada para o público infantil e juvenil. Será que todos esses países erraram?
O fim da publicidade dirigida a crianças e adolescentes de nosso país precisa de debate na Confecom!
Segue abaixo; lista com algumas normas reguladoras vigentes nos em alguns paises europeus.
•Comunidade Européia Artigo 16 da diretiva Televisão sem fronteiras:
“A publicidade de televisão não deve causar prejuízo moral ou físico aos menores e deve, dessa forma,respeitar os seguintes critério para sua proteção:
a. não deve incitar os menores à compra de um produto ou serviço, explorando sua inexperiência e credulidade;
b. não deve incitar os menores a insistir com os pais para que comprem um produto ou serviço.”
• Bélgica • Proibida a publicidade para crianças nas regiões flamengas.
• Dinamarca • Proibida a publicidade durante programas infantis, ainda cinco minutos antes e depois.
• Grécia • Proibida a publicidade de brinquedos entre 7h e 22h.
• Irlanda • Proibida qualquer publicidade durante programas infantis em TV hertziana.
• Itália • Proibida a publicidade de qualquer produto ou serviço durante desenhos animados.
• Noruega • Proibida a publicidade de produtos e serviços direcionados a crianças com menos de 12 anos.
• Proibida a publicidade durante programas infantis.
• Suécia • Proibida qualquer publicidade durante programas infantis, nem imediatamente antes ou depois.
• Proibida a publicidade de produtos para crianças de até 12 anos.
• Inglaterra • Proibido o uso de mascotes em publicidade de alimentos.
• Comerciais com desenhos animados que mostrem junk food só poder ser exibidos após as 20h.
• Proibido o uso de efeitos especiais para insinuar que o produto faz mais do que pode.
• Proibido o uso de cortes rápidos e ângulos diferentes para não confundir a criança.
• Os acessórios devem ser descritos como tal, com a indicação de que o produto ficará mais caro.
• Quando o produto custar mais de £25 (R$ 120) o preço deve ser exposto na publicidade.
• Proibido o uso das expressões “apenas” ou “somente”.
• Se o produto for de uso manual, deve ficar claro para a criança que não funciona sozinho.
• O tamanho do produto deve ser comparado com objetos conhecidos.
• A velocidade de carrinhos não deve ser exagerada.
• Proibido insinuar que a criança será inferior a outra se não usar o produto ou serviço anunciado.
• A criança/ator não pode comentar sobre as características do produto ou serviço além daquilo que uma criança de sua idade falaria.
• Proibida a publicidade para crianças que oferecem produtos ou serviços por telefone, correio, internet, celular etc.
• Proibido encorajar a valentia.
• Austrália • Nenhuma publicidade pode levar uma criança a acreditar que vencerá ou será superior a outra, e
• Que uma pessoa que compra um produto ou serviço para uma criança é mais generosa do que outra.
• A criança mostrada deve ter a idade adequada para o uso do produto.
• O tamanho do produto tem que estar claro, com a exibição de algo que a criança reconheça como parâmetro.
• Prêmios e brindes: A publicidade deve dar mais ênfase ao produto que ao brinde.
• Bebidas alcoólicas: Publicidade somente após as 20h30, sequer patrocínio de eventos ao longo do dia.
• Canadá • Não pode agir no inconsciente da criança.
• Não pode haver exagero sobre tamanho, velocidade etc.
• O termo “novo” não poder figurar por mais de um ano.
• Não pode haver publicidade produtos não destinados a crianças em programas infantis.
• Proibida a publicidade de medicamentos e produtos
farmacêuticos, exceto pasta de dente com flúor.
• Não pode sugerir a compra pela criança nem que leve a pedir aos pais que compre.
• Proibida a sugestão de compra por telefone ou correio em publicidade para crianças.
• Proibida a exibição de um mesmo produto em menos de meia hora.
• Não pode haver publicidade com bonecos, pessoas ou
personagens conhecidos, exceto para campanhas sobre boa alimentação, segurança, educação, saúde etc.
• Proibido usar a expressão “somente”, “o mais barato” etc.
• Proibido mostrar cenas de risco e imagens de fogo.
• Não pode mostrar uso inadequado do produto (como jogar uma bala para cima para pegar com a boca).
• Alimentos: Deve ser mostrado o real valor nutritivo do alimento e jamais como substituto de uma refeição.
• A televisão pública não exibe nenhuma publicidade durante programas infantis, nem imediatamente antes ou depois.
• Província do Quebec • Proibida qualquer publicidade de produtos destinados a crianças de até 13 anos, em qualquer mídia.
• Estados Unidos • Limite de 10min30s de publicidade por hora nos finais de semana.
• Limite de 12min de publicidade por hora nos dias de semana.
• Proibida a exibição de programas-comerciais.
• Proibido o merchandising testemunhal.
• Proibida a publicidade de adoção de crianças em leis de 19 estados.
* Compilação resumida de dados relativos à pesquisa realizada em 2005 e 2006 pelo Prof. Dr. Edgard Rebouças como subsídio às Comissões de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos, da Câmara dos nDeputados, para os debates sobre a regulamentação da publicidade para crianças no Brasil. ** Jornalista pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestre em Sciences de l’information et de la communication pela Université Grenoble 3 e doutor em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, com estágio de pesquisa na Université du Québec à Montréal. Professor da Universidade Federal do Espírito Santo, coordenador do Observatório da Mídia Regional, diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom, e editor da Global Media Journal – Brazilian Edition. E-mail: edreboucas.br@gmail.com
A publicidade cria e amplia o desejo pelo consumo, é sabido. Com adolescentes (seres em processo de formação identitária), e crianças (que não têm ainda todas as ferramentas intelectuais que lhes permitiriam construir o real), a publicidade tem chances enormes de convencer sobre a “necessidade” ou sobre a “vontade” de um objeto e incentivar o consumismo.
As crianças precisam de tantos brinquedos que vêem anunciados e passam a querer? Como os pais devem lidar com o fato de não poderem dar todos os brinquedos? O que é necessário?
No caso dos adolescentes, a publicidade age sobre seu processo de formação da identidade, como se ter a marca tal, ou a roupa da grife da moda pudesse fazê-los mais ou melhores. Pior ainda quando impõe padrões estéticos inalcançáveis ou absolutamente dispensáveis para o desenvolvimento saudável do ser humano. Teria o número crescente de transtornos alimentares que vemos no Brasil alguma ligação com essas imagens? De que forma o padrão estético dialoga com a saúde?
A publicidade mostra sua face mais cruel quando se pensa nas crianças e adolescentes que não podem ter, efetivamente, acesso às mercadorias anunciadas.
A publicidade diz às crianças e adolescentes que elas precisam consumir para se impor socialmente.
Os danos causados ao desenvolvimento infantil são aguçados para meninos e meninas em situação permanente de vulnerabilidade, pela privação de acesso aos objetos desejados.
Proibir a publicidade para crianças e adolescentes no Brasil é proteger meninos e meninas hoje completamente expostos aos efeitos danosos da publicidade. Bélgica, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Suécia, Inglaterra, entre outros, regulam a publicidade voltada para o público infantil e juvenil. Será que todos esses países erraram?
O fim da publicidade dirigida a crianças e adolescentes de nosso país precisa de debate na Confecom!
Segue abaixo; lista com algumas normas reguladoras vigentes nos em alguns paises europeus.
•Comunidade Européia Artigo 16 da diretiva Televisão sem fronteiras:
“A publicidade de televisão não deve causar prejuízo moral ou físico aos menores e deve, dessa forma,respeitar os seguintes critério para sua proteção:
a. não deve incitar os menores à compra de um produto ou serviço, explorando sua inexperiência e credulidade;
b. não deve incitar os menores a insistir com os pais para que comprem um produto ou serviço.”
• Bélgica • Proibida a publicidade para crianças nas regiões flamengas.
• Dinamarca • Proibida a publicidade durante programas infantis, ainda cinco minutos antes e depois.
• Grécia • Proibida a publicidade de brinquedos entre 7h e 22h.
• Irlanda • Proibida qualquer publicidade durante programas infantis em TV hertziana.
• Itália • Proibida a publicidade de qualquer produto ou serviço durante desenhos animados.
• Noruega • Proibida a publicidade de produtos e serviços direcionados a crianças com menos de 12 anos.
• Proibida a publicidade durante programas infantis.
• Suécia • Proibida qualquer publicidade durante programas infantis, nem imediatamente antes ou depois.
• Proibida a publicidade de produtos para crianças de até 12 anos.
• Inglaterra • Proibido o uso de mascotes em publicidade de alimentos.
• Comerciais com desenhos animados que mostrem junk food só poder ser exibidos após as 20h.
• Proibido o uso de efeitos especiais para insinuar que o produto faz mais do que pode.
• Proibido o uso de cortes rápidos e ângulos diferentes para não confundir a criança.
• Os acessórios devem ser descritos como tal, com a indicação de que o produto ficará mais caro.
• Quando o produto custar mais de £25 (R$ 120) o preço deve ser exposto na publicidade.
• Proibido o uso das expressões “apenas” ou “somente”.
• Se o produto for de uso manual, deve ficar claro para a criança que não funciona sozinho.
• O tamanho do produto deve ser comparado com objetos conhecidos.
• A velocidade de carrinhos não deve ser exagerada.
• Proibido insinuar que a criança será inferior a outra se não usar o produto ou serviço anunciado.
• A criança/ator não pode comentar sobre as características do produto ou serviço além daquilo que uma criança de sua idade falaria.
• Proibida a publicidade para crianças que oferecem produtos ou serviços por telefone, correio, internet, celular etc.
• Proibido encorajar a valentia.
• Austrália • Nenhuma publicidade pode levar uma criança a acreditar que vencerá ou será superior a outra, e
• Que uma pessoa que compra um produto ou serviço para uma criança é mais generosa do que outra.
• A criança mostrada deve ter a idade adequada para o uso do produto.
• O tamanho do produto tem que estar claro, com a exibição de algo que a criança reconheça como parâmetro.
• Prêmios e brindes: A publicidade deve dar mais ênfase ao produto que ao brinde.
• Bebidas alcoólicas: Publicidade somente após as 20h30, sequer patrocínio de eventos ao longo do dia.
• Canadá • Não pode agir no inconsciente da criança.
• Não pode haver exagero sobre tamanho, velocidade etc.
• O termo “novo” não poder figurar por mais de um ano.
• Não pode haver publicidade produtos não destinados a crianças em programas infantis.
• Proibida a publicidade de medicamentos e produtos
farmacêuticos, exceto pasta de dente com flúor.
• Não pode sugerir a compra pela criança nem que leve a pedir aos pais que compre.
• Proibida a sugestão de compra por telefone ou correio em publicidade para crianças.
• Proibida a exibição de um mesmo produto em menos de meia hora.
• Não pode haver publicidade com bonecos, pessoas ou
personagens conhecidos, exceto para campanhas sobre boa alimentação, segurança, educação, saúde etc.
• Proibido usar a expressão “somente”, “o mais barato” etc.
• Proibido mostrar cenas de risco e imagens de fogo.
• Não pode mostrar uso inadequado do produto (como jogar uma bala para cima para pegar com a boca).
• Alimentos: Deve ser mostrado o real valor nutritivo do alimento e jamais como substituto de uma refeição.
• A televisão pública não exibe nenhuma publicidade durante programas infantis, nem imediatamente antes ou depois.
• Província do Quebec • Proibida qualquer publicidade de produtos destinados a crianças de até 13 anos, em qualquer mídia.
• Estados Unidos • Limite de 10min30s de publicidade por hora nos finais de semana.
• Limite de 12min de publicidade por hora nos dias de semana.
• Proibida a exibição de programas-comerciais.
• Proibido o merchandising testemunhal.
• Proibida a publicidade de adoção de crianças em leis de 19 estados.
* Compilação resumida de dados relativos à pesquisa realizada em 2005 e 2006 pelo Prof. Dr. Edgard Rebouças como subsídio às Comissões de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos, da Câmara dos nDeputados, para os debates sobre a regulamentação da publicidade para crianças no Brasil. ** Jornalista pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestre em Sciences de l’information et de la communication pela Université Grenoble 3 e doutor em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, com estágio de pesquisa na Université du Québec à Montréal. Professor da Universidade Federal do Espírito Santo, coordenador do Observatório da Mídia Regional, diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom, e editor da Global Media Journal – Brazilian Edition. E-mail: edreboucas.br@gmail.com
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
FORA McDONALD'S
Grupo ativista dos EUA pede pela aposentadoria de Ronald McDonald e agora?
Ontem à tarde, o grupo ativista Corporate Accountability International organizou um protesto em frente a uma loja do McDonald's de Chicago, veja abaixo. O que eles querem? Que Ronald McDonald se aposente. A instituiçao alega que, pelos últimos 50 anos, o personagem vem incentivando o consumo de junk food entre as crianças, gerando assim uma epidemia de doenças relacionadas a uma dieta nada saudável. Se o protesto funcionar, o palhaço deve se juntar a outros ícones como o caubói da Marlboro, veja aqui. Saiu no Adrants. Siga a lista Quem-escreve-no-Blue-Bus. 01/04 Debora Schach
VITÓRIA CONTRA O McDONALD'S
VITÓRIA INÉDITA , PRIMEIRA E ÚNICA NO MUNDO INTEIRO CONTRA O McDONALD's
Betinho Duarte obteve a vitória da ação representada pelo Procurador da República em Minas Gerais , Dr. Fernando de Almeida Martins contra a rede de lanches McDonald’s, que teve de passar a informar, nas embalagens de seus produtos, o valor nutricional dos lanches que comercializa, sob pena de multa de R$500,00 a cada produto vendido. A vitória representou ganho de pontos na luta contra a obesidade, problema já então alçado à esfera da saúde pública, haja vista acarretar inúmeros outros males e atingir presentemente cerca de 40% da população brasileira, inclusive crianças. Representou, ainda, um alerta contra a mudança dos hábitos alimentares tradicionais dos brasileiros, que cada vez mais estão aderindo ao consumo de alimentos industrializados, ricos em gorduras e pobres em nutrientes.
CRIANÇA E CONSUMO
Criança e Consumo encaminha manifestação para Anvisa
14/04/2010
No início do ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sinalizou que publicará nova regra sobre publicidade de alimentos e de bebidas não saudáveis sem contemplar proteção especial ao público infantil. A medida foi anunciada em reuniões privadas que a Agência promoveu de 2 a 4 de março, em Brasília, com entidades e organizações que vinham acompanhando a elaboração da regra desde 2006.
O Projeto Criança e Consumo encaminhou uma manifestação para a Agência alertando para as sérias consequências do novo texto, que excluiu todos os artigos relacionados à proteção da infância, como, por exemplo, o veto ao uso de desenhos em publicidades, à promoção de alimentos e bebidas não saudáveis em escolas e à promoção de ofertas com brindes.
De acordo com documento do Criança e Consumo, a Anvisa deve manter o texto debatido em audiências públicas: “Não se pode, com efeito, deixar de tomar medidas urgentes que garantam ao consumidor seu direito à informação sobre os produtos a serem consumidos e à infância o direito à saúde, ao desenvolvimento saudável, à proteção integral com prioridade absoluta e, principalmente, à segurança alimentar, direi to universalmente garantido em Convenções internacionais e em ordenamentos jurídicos de maioria absoluta dos países.”
Segundo divulgado na imprensa, a decisão da Anvisa teria sido pautada por um acordo de autorregulamentação firmado em 2009 por 24 empresas do setor alimentício. Mas, para o Criança e Consumo, é dever do Estado regular a comunicação mercadológica da indústria de alimentos e fazer com que a regra valha para todas as empresas.
Quem quiser se manifestar a respeito da regulamentação da publicidade de alimentos, pode enviar mensagem para a Ouvidoria da Anvisa pelo e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br.
Guloseimas são os produtos mais pedidos por crianças
O Instituto Alana encomendou pesquisa inédita para o Datafolha, que teve como um dos objetivos medir a percepção de pais de crianças entre 3 e 11 anos completos sobre a relação entre as propagandas direcionadas ao público infantil e as mudanças alimentares das crianças.
O levantamento foi realizado de 22 a 23 de janeiro de 2010, na cidade de São Paulo. Foram ouvidos 411 pais e mães, de todas as classes sociais, com destaque para a classe C, que correspondeu a 52% dos entrevistados. A margem de erro é de 5 pontos percentuais.
A pesquisa revelou que as principais preocupações dos pais são a exposição à violência e cuidados com a alimentação dos filhos. Com relação aos pedidos mais freqüentes, as guloseimas foram as mais mencionadas, bem à frente de brinquedos e videogames, como pode ser conferido na tabela abaixo:
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6941&origem=23
ENTIDADES QUE APOIAM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Aliança pela Infânciawww.aliancapelainfancia.org.br
ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infânciawww.andi.org.br
Campaign For A Commercial-Free Childhoodwww.commercialexploitation.org
Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania
www.eticanatv.org.br
Campanha Ética na TVwww.eticanatv.org.br
Comunicação e Culturawww.comcultura.org.br
Conectaswww.conectas.org
Criança Segurawww.criancasegura.org.br
Escritório Modelo PUC-SPwww.pucsp.br
Fundação Víctor Civitawww.fvc.org.br
Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
www.idec.org.br
Instituto Akatuwww.akatu.org.br
Instituto Pro Bonowww.probono.org.br
Intervozeswww.intervozes.org.br
MEF - Media Education Foundation
www.mediaed.org
Movimento Propaganda Sem Bebidawww.propagandasembebida.org.br
MULTIRIO - Empresa Municipal de Multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro
www.multirio.rj.gov.br/portal
NISAN - Núcleo Interdepartamental de Segurança Alimentar e Nutricional / UNIFESPwww.unifesp.br/nucleos/nisan
PRO TESTE - Associação Brasileira de Defesa do Consumidorwww.proteste.org.br
Rio Mídia - Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescenteswww.multirio.rj.gov.br/riomidia
Screen Time Awarenesswww.screentime.org
UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Pazwww.prefeitura.sp.gov.br/umapaz
ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infânciawww.andi.org.br
Campaign For A Commercial-Free Childhoodwww.commercialexploitation.org
Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania
www.eticanatv.org.br
Campanha Ética na TVwww.eticanatv.org.br
Comunicação e Culturawww.comcultura.org.br
Conectaswww.conectas.org
Criança Segurawww.criancasegura.org.br
Escritório Modelo PUC-SPwww.pucsp.br
Fundação Víctor Civitawww.fvc.org.br
Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
www.idec.org.br
Instituto Akatuwww.akatu.org.br
Instituto Pro Bonowww.probono.org.br
Intervozeswww.intervozes.org.br
MEF - Media Education Foundation
www.mediaed.org
Movimento Propaganda Sem Bebidawww.propagandasembebida.org.br
MULTIRIO - Empresa Municipal de Multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro
www.multirio.rj.gov.br/portal
NISAN - Núcleo Interdepartamental de Segurança Alimentar e Nutricional / UNIFESPwww.unifesp.br/nucleos/nisan
PRO TESTE - Associação Brasileira de Defesa do Consumidorwww.proteste.org.br
Rio Mídia - Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescenteswww.multirio.rj.gov.br/riomidia
Screen Time Awarenesswww.screentime.org
UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Pazwww.prefeitura.sp.gov.br/umapaz
DIA NACIONAL CONTRA BAIXARIA NA TV - 21 de OUTUBRO
No dia dedicado ao combate à baixaria na TV, a coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, Isabela Henriques, afirmou que o fim do programa Eu Vi na TV, apresentado por João Kleber, que era exibido pela Rede TV, foi um marco do sucesso da campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, que hoje (18/2009) completa quatro anos.
Apesar das conquistas, observa Isabela, é preciso que a sociedade participe mais do debate sobre o que é exibido na TV brasileira. “Em quatro anos, o movimento conseguiu muitas vitórias, como a retirada do programa de João Kleber. Foi um marco histórico”, disse a coordenadora do projeto Criança e Consumo, durante debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia.
De acordo com a coordenadora do Instituto Alana - organização sem fins lucrativos que tem como missão fomentar e promover a assistência social, a educação, a cultura, a proteção e o amparo da população em geral - o programa de João Kleber exibia cenas de nudez e colocava telespectadores e participantes em situações constrangedoras. “Os anunciantes se conscientizaram e isso foi um ponto muito importante. A questão do financiamento chama muita atenção e o que aconteceu em relação ao programa foi muito importante, porque os anunciantes acabaram percebendo, naquele momento, que eles estavam participando e valorizando a baixaria”, argumentou.
Ainda temos muita baixaria, mas é importante ressaltar que existem jornais e veículos responsáveis. Sem dúvida, na TV, temos muitos programas que são apelativos, que expõem as pessoas e o público. A sociedade precisa se envolver no debate e exigir uma programação que tenha menos baixaria e seja mais responsável.
Isabela Henriques
Professor sugere criação de prêmio para bons programas de TV
Mais importante do que apontar os programas que promovem a baixaria na televisão é dar destaque às iniciativas bem-sucedidas e que procuram valorizar a programação. A avaliação é do jornalista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luiz Martins da Silva, que participou de debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia, em comemoração ao quarto ano da campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania.
Para Martins, a maior divulgação dos bons programas terá um efeito pedagógico positivo perante à sociedade. “Ficamos muito preocupados em apontar as baixarias, há até o ranking da baixaria, mas falta alguma coisa para indicar os bons exemplos”, disse.
“Precisamos encontrar meios de salientar também o que é o bom exemplo. Em termos de didática, o mais difícil de levar às salas de aula são os bons trabalhos”, completou Martins, que sugeriu que fosse criado uma premiação nos moldes do prêmio Helder Câmara de Imprensa, que homenageia boas produções da televisão, rádio e jornais.
Brasil precisa criar órgão para fiscalizar programação das TVs, defende ouvidor da EBC
Para melhorar a qualidade dos programas exibidos na televisão brasileira o país precisa criar um órgão regulador com a função de mediar os interesses da sociedade e das emissoras. A avaliação é do ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Laurindo Lalo Leal.
Em debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia sobre a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, Lalo disse que o país não possuiu instrumentos jurídicos para fiscalizar o conteúdo das emissoras de televisão.
Não temos instrumentos [legais]. Infelizmente, com exceção das emissoras não comerciais, a maioria das grandes emissoras funciona de acordo com o mercado. Aqueles programas que dão mais audiência são colocados no ar e não há, para obtenção da audiência, outros critérios que não aqueles que buscam audiência a qualquer preço. As pessoas, às vezes, esquecem que é um serviço público que precisa ser acompanhado pela sociedade para que ele mantenha, de alguma forma, um nível de qualidade.
Lalo
Para ele, o Brasil precisa seguir exemplo de países da Europa e também dos Estados Unidos, que possuem órgãos reguladores para acompanhar o que é veiculado nas empresas que possuem concessões públicas de comunicação.
É necessário que a sociedade se organize e a companha é um bom exemplo disso. É preciso que as pessoas se organizem para, de alguma forma, conquistar no início do século 21 algo que sociedades democráticas consolidadas, como nos Estados Unidos e na Europa, já fizeram no meio do século passado, que foi a criação de órgãos reguladores. Apesar do temor dessa palavra [reguladora], não se pode fugir dela. [Tem que se criar] um órgãos democrático, com a participação ampla e diversificada da sociedade para que se possa estabelecer, não controlar, uma mediação entre o público e os concessionários de comunicação. Sentir o pulsar da sociedade, saber o que ela precisa e fazer com que isso chegue aos veículos de comunicação. O Brasil está muito atrasado em relação a isso.
Apesar das conquistas, observa Isabela, é preciso que a sociedade participe mais do debate sobre o que é exibido na TV brasileira. “Em quatro anos, o movimento conseguiu muitas vitórias, como a retirada do programa de João Kleber. Foi um marco histórico”, disse a coordenadora do projeto Criança e Consumo, durante debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia.
De acordo com a coordenadora do Instituto Alana - organização sem fins lucrativos que tem como missão fomentar e promover a assistência social, a educação, a cultura, a proteção e o amparo da população em geral - o programa de João Kleber exibia cenas de nudez e colocava telespectadores e participantes em situações constrangedoras. “Os anunciantes se conscientizaram e isso foi um ponto muito importante. A questão do financiamento chama muita atenção e o que aconteceu em relação ao programa foi muito importante, porque os anunciantes acabaram percebendo, naquele momento, que eles estavam participando e valorizando a baixaria”, argumentou.
Ainda temos muita baixaria, mas é importante ressaltar que existem jornais e veículos responsáveis. Sem dúvida, na TV, temos muitos programas que são apelativos, que expõem as pessoas e o público. A sociedade precisa se envolver no debate e exigir uma programação que tenha menos baixaria e seja mais responsável.
Isabela Henriques
Professor sugere criação de prêmio para bons programas de TV
Mais importante do que apontar os programas que promovem a baixaria na televisão é dar destaque às iniciativas bem-sucedidas e que procuram valorizar a programação. A avaliação é do jornalista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luiz Martins da Silva, que participou de debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia, em comemoração ao quarto ano da campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania.
Para Martins, a maior divulgação dos bons programas terá um efeito pedagógico positivo perante à sociedade. “Ficamos muito preocupados em apontar as baixarias, há até o ranking da baixaria, mas falta alguma coisa para indicar os bons exemplos”, disse.
“Precisamos encontrar meios de salientar também o que é o bom exemplo. Em termos de didática, o mais difícil de levar às salas de aula são os bons trabalhos”, completou Martins, que sugeriu que fosse criado uma premiação nos moldes do prêmio Helder Câmara de Imprensa, que homenageia boas produções da televisão, rádio e jornais.
Brasil precisa criar órgão para fiscalizar programação das TVs, defende ouvidor da EBC
Para melhorar a qualidade dos programas exibidos na televisão brasileira o país precisa criar um órgão regulador com a função de mediar os interesses da sociedade e das emissoras. A avaliação é do ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Laurindo Lalo Leal.
Em debate promovido pelas rádios Nacional e Nacional da Amazônia sobre a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, Lalo disse que o país não possuiu instrumentos jurídicos para fiscalizar o conteúdo das emissoras de televisão.
Não temos instrumentos [legais]. Infelizmente, com exceção das emissoras não comerciais, a maioria das grandes emissoras funciona de acordo com o mercado. Aqueles programas que dão mais audiência são colocados no ar e não há, para obtenção da audiência, outros critérios que não aqueles que buscam audiência a qualquer preço. As pessoas, às vezes, esquecem que é um serviço público que precisa ser acompanhado pela sociedade para que ele mantenha, de alguma forma, um nível de qualidade.
Lalo
Para ele, o Brasil precisa seguir exemplo de países da Europa e também dos Estados Unidos, que possuem órgãos reguladores para acompanhar o que é veiculado nas empresas que possuem concessões públicas de comunicação.
É necessário que a sociedade se organize e a companha é um bom exemplo disso. É preciso que as pessoas se organizem para, de alguma forma, conquistar no início do século 21 algo que sociedades democráticas consolidadas, como nos Estados Unidos e na Europa, já fizeram no meio do século passado, que foi a criação de órgãos reguladores. Apesar do temor dessa palavra [reguladora], não se pode fugir dela. [Tem que se criar] um órgãos democrático, com a participação ampla e diversificada da sociedade para que se possa estabelecer, não controlar, uma mediação entre o público e os concessionários de comunicação. Sentir o pulsar da sociedade, saber o que ela precisa e fazer com que isso chegue aos veículos de comunicação. O Brasil está muito atrasado em relação a isso.
A INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO QUE CATIVA O MUNDO
A VIOLÊNCIA É UM PRODUTO COMERCIAL.É BARATO E DÁ LUCRO
Em nenhum lugar do mundo a indústria do entretenimento é tão poderosa e rentável como é nos Estados Unidos. Das 100 maiores bilheterias do cinema de todos os tempos, 93 são produções exclusivamente americanas. Os EUA detêm 25% do mercado mundial de filmes e um terço das vendas do mercado fonográfico mundial está concentrado no mercado americano. Anualmente, os 300 parques temáticos americanos arrecadam 14 bilhões de dólares – cerca de quatro vezes a receita gerada pelos turistas estrangeiros no Brasil, por exemplo. É curioso notar que a indústria do entretenimento americana não é valiosa apenas pelo que arrecada ao redor do mundo – os americanos ainda são os maiores consumidores de seus próprios produtos. Um terço das vendas de CDs do mundo, por exemplo, acontece dentro do próprio país. Metade do faturamento de Hollywood é doméstico.
Ainda assim, para sobreviver é essencial a essa indústria ganhar o mundo. Para tanto, o cinema é a principal arma. Os EUA têm em Hollywood, desde os anos 20, a comissão de frente de sua força cultural. É através do cinema que se açula o gosto dos fregueses estrangeiros a abre-se caminho para novas fontes de lucro. De acordo com dados da Associação de Filmes da América (MPAA, na sigla em inglês), em 2007, as produções americanas arrecadaram 26,7 bilhões de dólares – destes, 17,1 bilhões exclusivamente em bilheterias no exterior. Em relação a 2006, houve um aumento de 4,9% nas bilheterias americanas ao redor do mundo.
A influência e o sucesso comercial do cinema dos EUA são tão grandes que o governo de alguns países, como a França, chega a lançar mão de medidas restritivas para proteger as produções nacionais da invasão americana. Graças aos esforços do governo francês, os filmes de Hollywood hoje formam apenas um terço do que é lançado no país.
Música - O sucesso da indústria musical não fica atrás. O país é uma fábrica de popstars. Michael Jackson, Madonna e Britney Spears são alguns exemplos – Michael talvez o maior deles. Nenhum outro artista das últimas décadas gerou tanto dinheiro quanto o cantor. Estima-se que tenha faturado algo em torno de 1 bilhão de dólares em sua carreira, tendo sido um dos artistas mais ricos do planeta durante vários anos. Somente com o álbum Thriller, vendeu 50 milhões de cópias em todo o mundo. Já Madonna, somente em 2007, ganhou 72 milhões de dólares e ficou no topo do ranking da revista Forbes como a cantora de maior faturamento. A lista trazia ainda sete americanas entre as dez primeiras posições. Das 100 músicas mais tocadas pelas rádios brasileiras em 2007, 46 são de artistas americanos - inclusive o primeiro lugar, da cantora Fergie, com Big Girls Don’t Cry.
A força da música americana não está apenas no aspecto comercial. Seu principal mérito é mesmo o artístico. Nos Estados Unidos nasceram estilos como o blues, o jazz, o rock and roll e o rap. O primeiro surgiu no começo do século 20, na cidade de New Orleans, e o segundo em 1950 - seu principal difusor foi Elvis Presley. Outro gênero difundido entre os americanos é o country, uma mistura de sons ingleses, escoceses e irlandeses, que surgiu em 1920 e perde, em popularidade no mercado interno americano, apenas para o rock.
Televisão - Os programas de TV americanos também são os mais vistos do planeta. As séries cômicas de TV, as chamadas sitcoms (termo que deriva de "comédia de situação") fazem muito sucesso no país e fora dele. Friends, Simpsons, Sex and The City, Lost e Desperate Housewives são alguns exemplos do fenômeno. Apenas um episódio do seriado sobre as donas-de-casa desesperadas de Wisteria Lane chega a ser vendido por 2 milhões de dólares para a Europa. As séries estão entre as principais atrações da TV a cabo brasileira e, em alguns casos, fazem bonito também nas emissoras abertas. 24 Horas, por exemplo, já chegou a obter média de 11 pontos no Ibope nos fins de noite da TV Globo.
Arte e Arquitetura - Outra contribuição dos americanos foi a invenção dos arranha-céus, na arquitetura. Em São Paulo, por exemplo, um dos pontos turísticos do centro da cidade – o prédio do Banespa – é totalmente inspirado no nova-iorquino Empire State Building. Na literatura, o mercado consumidor é um dos maiores do mundo. Gêneros como o de auto-ajuda vendem como água no país.
Os primeiros autores desse gênero encontraram terreno fértil nos Estados Unidos da Grande Depressão. Depois de tentar em vão uma carreira de ator, o pioneiro Dale Carnegie começou a ganhar a vida ministrando cursos de comunicação nas filiais da Associação Cristã de Moços de Nova York. Lançado em 1937, seu livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas vendeu até hoje 50 milhões de exemplares em todo o mundo. Trata-se de um mercado imenso. Apenas em 2001, as editoras americanas lançaram cerca de 3.500 títulos e faturaram 600 milhões de dólares com o gênero.
Outros movimentos, como o dos poetas beatniks e o new jornalism, tiveram também grande repercussão mundial. Todos esses ícones da cultura americana transformaram-se, com o tempo, em negócios rentáveis, que representam para o país muito mais do que simples formas de entretenimento, mas uma poderosa indústria que move bilhões de dólares todos os anos.
Potência esportiva - No esporte, o país contribuiu com a invenção do beisebol, em 1860, que virou o passatempo nacional dos americanos. Em segundo lugar no gosto da nação está o basquete, criado em 1891 e praticado atualmente por mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo. Além disso, 750 milhões de casas, em 205 países, recebem as transmissões ao vivo da temporada da liga profissional americana de basquete, a NBA. Os Estados Unidos estiveram entre os três primeiros no quadro de medalhas nas 22 edições das Olimpíadas que disputaram até hoje - 806 medalhas de ouro foram conquistadas pela equipe americana na história dos Jogos. Oito dos dez esportistas mais bem pagos do mundo são dos Estados Unidos. O golfista Tiger Woods é o primeiro americano da lista, com faturamento anual estimado em 41 milhões de dólares.
VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR
BETINHO DUARTE em 1993 lançou e coordenou a campanha CONTRA A FOME E A VIOLÊNCIA, TROQUE AS ARMAS. O resultado foi positivo: mais de 80 mil armas de verdade e de brinquedo foram trocadas por bolas, bonecas, livros e cestas básicas.
Em continuidade veio a campanha PAZ NO LAR, com o objetivo de alertar os pais contra a banalização da violência e da pornografia nos programas de televisão, internet, RPG, livros e revistas.
Em continuidade veio a campanha PAZ NO LAR, com o objetivo de alertar os pais contra a banalização da violência e da pornografia nos programas de televisão, internet, RPG, livros e revistas.
Em 14/10/99, BETINHO DUARTE, como Presidente da TV BEM – Instituto de Defesa do Telespectador -, enviou ao Procurador da República em Minas Gerais um extenso relatório contendo uma "relação de títulos de videogames violentos, disponíveis em nosso mercado", solicitando-lhe que fossem tomadas as medidas cabíveis, principalmente aos abaixo relacionados:
1) Doom: é o jogo em três dimensões mais famoso. Ele dá ao jogador a sensação de estar no meio da ação. Os inimigos são monstros, demônios e mortos-vivos numa base espacial. O arsenal é variado, mas o jogador tem a opção de usar só a serra elétrica, que produz mais sangue. 2) Postal – um "serial killer" [matador em série] disfarçado de carteiro é o personagem central de Postal. A graça é matar o maior número de cidadãos em diferentes ambientes de uma cidade – supermercados, ruas e lojas. Para dar mais ação à trama foi criado o Santa Patch, um programa que transforma o serial killer em Papai Noel.
3) Mortal Kombat – é um game de luta, disputada com braços, pernas e poderes mágicos. O combate só termina com a morte, sempre violenta, de um dos dois personagens. A pancadaria inclui golpes particularmente cruéis, geralmente aplicados quando o adversário já foi subjugado. Haja sangue!
4) Requiem – chega de alienígenas aterrorizando os cidadãos. Desta vez, VOCÊ é o terror da humanidade. … basta levantar a mão na direção da multidão que alguém começará a gritar como louco… Você pode criar criaturas mundanas dentro de seus inimigos, ferver seus litros de sangue ao ponto de explodi-los ou até mesmo transformar seus corpos em sal! Este último é um dos efeitos mais interessantes já visto em um game de tiro em primeira pessoa. E seguem descrevendo os sons do jogo, ‘variando de temas sacros e corais, daqueles executados em catedrais, a batidas mais sombrias e frenéticas…’ Parece-me que isso tudo é citação da propaganda em PC Generation, citada pelos autores, seja lá o que isso for.
5) Blood – o objetivo do jogo é matar o maior número de pessoas usando, inclusive, dinamite."Betinho Duarte ainda citou que conseguiu comprar dois jogos proibidos, anexando o recibo da compra: Carmageddon I e II. Nesses jogos, o jogador dirige um carro desenhado na tela, e o objetivo é atropelar o maior número de pessoas possível, em especial idosos e crianças. Pegar um transeunte na calçada dá mais pontos ao "motorista".
1) Doom: é o jogo em três dimensões mais famoso. Ele dá ao jogador a sensação de estar no meio da ação. Os inimigos são monstros, demônios e mortos-vivos numa base espacial. O arsenal é variado, mas o jogador tem a opção de usar só a serra elétrica, que produz mais sangue. 2) Postal – um "serial killer" [matador em série] disfarçado de carteiro é o personagem central de Postal. A graça é matar o maior número de cidadãos em diferentes ambientes de uma cidade – supermercados, ruas e lojas. Para dar mais ação à trama foi criado o Santa Patch, um programa que transforma o serial killer em Papai Noel.
3) Mortal Kombat – é um game de luta, disputada com braços, pernas e poderes mágicos. O combate só termina com a morte, sempre violenta, de um dos dois personagens. A pancadaria inclui golpes particularmente cruéis, geralmente aplicados quando o adversário já foi subjugado. Haja sangue!
4) Requiem – chega de alienígenas aterrorizando os cidadãos. Desta vez, VOCÊ é o terror da humanidade. … basta levantar a mão na direção da multidão que alguém começará a gritar como louco… Você pode criar criaturas mundanas dentro de seus inimigos, ferver seus litros de sangue ao ponto de explodi-los ou até mesmo transformar seus corpos em sal! Este último é um dos efeitos mais interessantes já visto em um game de tiro em primeira pessoa. E seguem descrevendo os sons do jogo, ‘variando de temas sacros e corais, daqueles executados em catedrais, a batidas mais sombrias e frenéticas…’ Parece-me que isso tudo é citação da propaganda em PC Generation, citada pelos autores, seja lá o que isso for.
5) Blood – o objetivo do jogo é matar o maior número de pessoas usando, inclusive, dinamite."Betinho Duarte ainda citou que conseguiu comprar dois jogos proibidos, anexando o recibo da compra: Carmageddon I e II. Nesses jogos, o jogador dirige um carro desenhado na tela, e o objetivo é atropelar o maior número de pessoas possível, em especial idosos e crianças. Pegar um transeunte na calçada dá mais pontos ao "motorista".
BETINHO DUARTE editou os vídeos abaixo em 22 de Setembro de 2000 como peça dessa campanha. Eles também serviram de prova numa ação enviada ao Ministério Público Federal. Acionado, o Ministério da Justiça proibiu a comercialização de vários viodegames e tornou obrigatória a classificação etária dos demais.
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